quarta-feira, 9 de março de 2016

MEU DESAFIO: CONTER A LÍNGUA

Diz minha querida e amada mãe, dona Alzira, ao longo de sua experiência de vida: “o povo mata outro com a língua”. Ela ouvira uns comentários em um supermercado distante que um vizinho dela havia morrido. Mas o suposto falecido continua “vivinho da silva”, como reza o dito popular. 
Conter a minha língua e a língua de todas as ovelhas que acompanho em seus desertos talvez seja o meu grande desafio como pastor. Porque a língua mata. E não só mata a outra pessoa, como mata principalmente quem não consegue contê-la. Que bom seria se a humanidade inteira vivesse em profundo silêncio! Pelo menos estaria livre de 80% dos seus problemas. A língua deveria ser usada apenas para responder (de forma direta e objetiva) aquilo que se pergunta e, principalmente, para pregar o Evangelho a toda criatura, como ordenou nosso SENHOR JESUS. O segundo maior exercício da língua deveria ser a oração, a confissão dos pecados, o desabafo íntimo com DEUS. 
O silêncio é a arma dos mansos e humildes, dos que esperam a salvação espiritual.“Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR”, lamentou Jeremias, no auge do seu clamor. “Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau”advertiu o profeta Ageu. As palavras foram feitas para os sábios somente. A eles cabe o discurso, os conselhos e a exortação. Aos demais, o silêncio: “As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor que domina entre os tolos” (Eclesiastes 9:17).Quando a língua fala é como um vulcão que entra em erupção e sai destruindo tudo que vê pela frente. Portanto, a virtude da submissão é o silêncio. 
Os que desejam a salvação do SENHOR precisam urgentemente parar de falar, ficar em silêncio e agir. Alguém já disse que uma boa ação vale mais que um milhão de palavras. Quando se espera em DEUS em silêncio e obediência, os milagres acontecem: “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à Palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras” (1 Pedro 3:1). “SEJAM GANHOS EM SILÊNCIO”, eis aqui a promessa explícita e estampada. E o melhor exemplo que a Palavra nos dá nesse sentido é a vida de Sara, esposa de Abraão, que deve ser mãe, imitada por todas as mulheres cristãs de todos os tempos: “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto” (1 Pedro 3:6). Quando a vida de Sara for modelo de vida para as esposas cristãs atuais, teremos muito mais lares edificados na Rocha e livres da destruição. Meu desafio como pastor, no tempo em que o feminismo está cada vez mais ascendente, é fazer das mulheres que cuido iguais à Sara. Com a ajuda do SENHOR e a colaboração delas, conseguirei. A esposa de Abraão, por ser um precioso tesouro aos olhos de DEUS, era contra toda e qualquer expressão de feminismo. Sara conhecia o lugar atribuído a ela segundo o Reino de DEUS. 
O silêncio não só representa submissão, mas temor a DEUS, expressão de sabedoria. E toda mulher sábia edifica a própria casa. Um bem puxa outro bem. O que o apóstolo Paulo ordenou a Timóteo, pastor em Éfeso, não era atributo cultural da época, mas princípio cristão: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2:11-12). Nem por permissão era dado o direito as mulheres a falarem, ensinarem. É gracioso, é bênção não falar, estar em silêncio. Não há nenhuma humilhação nem objeto de desvalor nisso. Mas por que as mulheres, que se dizem cristãs, falam tanto, ensinam e usam de autoridade sobre o marido e a igreja hoje em dia? Terá DEUS mudado de ideia? É óbvio que não. A insubmissão feminina no meio da igreja só prova o quanto ela vive afastada do DEUS da Graça, do Amor e da Justiça. O secularismo e o mundanismo contaminaram e muito a mente e o coração da igreja. Hoje, vive-se fora dos propósitos de DEUS. Em grande parte, por causa do exercício errado da língua. 
Costumo ensinar à igreja um perfil diferente do caráter de Bate-Seba (aquela mesma que se deitou com o rei Davi em adultério). O sentido de submissão e obediência era fluente na alma daquela mulher e estava infinitamente acima do que ela gostaria de fazer. Bate-Seba, diferentemente do que muitos pensam a seu respeito, não era nenhuma prostituta, vagabunda, mulher do mundo, de caráter mau; mas um ser completamente dado à obediência, a ponto de ter se deitado com Davi por causa da ordem maligna que recebera do rei. E, por isso, DEUS, em nenhum momento, exorta-a, corrige-a ou castiga-a; o que é feito duramente com Davi. Creio que todo o pecado do adultério tenha sido cometido em silêncio. Diferentemente da conduta de Miriã, quando soube que seu irmão Moisés havia se deitado com uma mulher cusita. Ela correu para corrigi-lo e adverti-lo, e até falar mal dele, o que despertou uma forte repreensão da parte do SENHOR: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Números 12:8-10). 
O apóstolo Tiago foi o que melhor escreveu sobre a língua e as suas consequências mortais. Sabedor do perigo que ela causa aos homens, ele nos deixou um precioso conselho: “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:19-20). Esse conselho não só é verdadeiro como confirma o conselho de JESUS ao baterem em nossa face: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39). Oferecer a outra é não se vingar, não se irar, mas suportar a injustiça em silêncio, aguardando a Justiça do JUSTO JUIZ, que é DEUS. Quando revidamos o mal, anulamos o exercício da Justiça de DEUS sobre a nossa vida. 
O silêncio, como reflexo de sujeição, mansidão e humildade, aproxima o homem da perfeição, segundo o que escreveu Tiago: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para refrear todo o corpo” (Tiago 3:2). 
Nesse mesmo capítulo, veja o que é dito sobre o poder da língua: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros,e  contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela, bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição, Meus irmãos, não convém que isto se faça assim” (Tiago 3:5-10). 
Sei que não é uma tarefa fácil ajudar os irmãos a conterem a língua e entrarem no padrão do Reino celestial. É um treinamento diário, uma busca incessante, que se desenvolve a partir do respeito à minha autoridade terrena e do grande temor ao SENHOR. Não é fácil, mas é necessário. Meu dever é ajudar e ensinar a igreja a viver radicalmente diferente das pessoas do mundo e das pessoas religiosas frequentadoras de templo. Oro a DEUS por uma igreja santa e obediente, na qual me incluo pelas infinitas misericórdias do SENHOR. E se ainda encontramos forças para tentar é porque DEUS tem nos ajudado e nos direcionado a resultados gloriosos.

CONTER A LÍNGUA É NECESSÁRIO À SANTIDADE E À SALVAÇÃO DOS HOMENS!

No Amor de DEUS,


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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